Conto os dias e contos as noites
Todas sem um motivo aparente
Conto os amigos e as alegrias
Por motivos que me deixam contente
Conto o dinheiro e minhas dividas
Pra que no futuro não me surpreende
Contei os amores e as tristezas
Não conto mais por que me sinto doente
Contei os beijos e os abraços
Já não importo com isso e nem fico carente
Contei as cartas e as flores
Que talvez agora não seja existente
Contarei os sucessos e meus prazes
Todos que serão reluzentes
Contarei mais amigos e nos dias e noites
E tenho certeza que será para sempre
Contarei melhor as coisas erradas
E no futuro não errar com as pessoas que não merecem
Conto a Minha Vida
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Escrito por Ailton Nunes às quinta-feira, outubro 22, 2009 4 comentários
Marcadores: Tom Pensante
#5
domingo, 11 de outubro de 2009
Está foi a pior de todas
Vários retratos passam pela minha cabeça
Vários filmes passam como trailer.
Não consigo conter a locomotiva
Vem rápido e continuo, longo e longínquo
A água salgada esta me enjoando
A dor mal dosada está me incomodando
Procuro saber o que é
Mas cada vez mais essas duvidas
Que preenchem minha cabeça
Tudo está ficando grande
E eu diminuindo e a dor crescendo
Você se afastando e o coração doendo
Eu fico chorando e você...
Não entendo...
Vamos ver o que vai ser
Vamos ler o que vai ter
Mas só o que vai acontecer
É meu coração endurecer.
Escrito por Ailton Nunes às domingo, outubro 11, 2009 0 comentários
Marcadores: Momentos, Tom Pensante
Parabéns para Rose 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Rose,
Estar com vc é muito mais que obrigação. É obrigação pessoal, moral, sentimental e por ai vai. É a obrigação saudável, satisfatória e recompensadora. Conseguir expelir o sua alegria a minha satisfação. Ver sua tristeza é minha destruição.
Esses trinta anos não são nada perto do que está por vir. Será o futuro maravilhoso e cheio de realizações para você. Potencial invejável.
Sabe do meu jeito, sabe como sou. Difícil mostrar o que realmente penso, poucos percebem. Da minha maneira de dizer que te amo. Da forma como me sito em relação a vc. Se tem alguma duvida, não tenha. Fale comigo, que explicarei timtim por timtim, como é gostar de você de verdade.
Fiz esse texto para minha minha maninha Rose no aniversário dela. Mandei por email. Espero que ela tenha gostado. Eu não achei nos meus emails a resposta dela. Assim que achar vou colocar aqui, pois gostei muito.
Escrito por Ailton Nunes às sábado, outubro 10, 2009 1 comentários
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Vício
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
É como se estivesse em êxtase.
Seu corpo mais leve e adormecido,
Sua mente pairando sobre o céu.
Agora vejo que estou preso.
Preso no seu perfume, no seu corpo.
No prazer que me traz.
E poucas são as chances de escapar.
Mas quem disse que eu quero sair
desse tormento amoroso?
Onde o mais profundo sentimento desperta
perante ao semblante de sua pessoa.
Agora, não vejo mais como uma mulher apenas.
e sim como companheira e amiga
para os meus sonhos mais distantes.
Não machucarei o que faz parte de mim!
O seu coração.
Escrito por Ailton Nunes às sexta-feira, outubro 09, 2009 3 comentários
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Musica #1
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Será que eu sou louco?
Sofrendo de amor, morrendo aos poucos
Será que sou tão pouco
Perdido no muito do mundo de lúcidas cores?
Chorar, sofrer de desgosto
É lembrar de você, é pensar no seu rosto
E em tudo que vivemos
Aprender, caminhar contra o vento
Será que eu sou um poeta
Escondendo na solidão, coisas tão bregas.
Coisas em vão de imensas palavras tristes.
Correr, desejar novos desfechos.
Um dia estava em casa tocando violão com meu amigo Binho Lima e mostrei parte desse texto e ele imediata completou com algumas palavras e ainda colocou uma melodia. Me lembro vagamente dela, mas se sentar com ele a gente termina isso.
Escrito por Ailton Nunes às quinta-feira, outubro 08, 2009 2 comentários
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Campo de Flores
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus - ou foi talvez o Diabo - deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois tenho um amor.
Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.
Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.
Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer um vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.
E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.
Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.
Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.
Mas, porque me tomou em amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.
(Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma)
Escrito por Ailton Nunes às terça-feira, outubro 06, 2009 0 comentários
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O definitivo agora que está só
Já não tenho mais caminho
Já não tenho mais desejo
Ainda não sei onde vou
E nem o que vou fazer
Vivo o meu dia, o meu descanço
Vivo agora só por que me canso
Os dias não serão os mesmos
Muito menos o que eu sentia
Só serei eu mesmo nos alentos de meus dias
E quando o sol vier primeiro
para aquecer a madrugada fria
Já não sei por que chorar
Nem o sentimento que aqui está
Que por você espero findar.
Escrito por Ailton Nunes às terça-feira, outubro 06, 2009 2 comentários
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Tarde de Maio
domingo, 4 de outubro de 2009
Como esses primitivos que carregam por toda parte o maxilar inferior de seus mortos,
assim te levo comigo, tarde de maio,
quando, ao rubor dos incêndios que consumiam a terra,
outra chama, não-perceptível, e tão mais devastadora,
surdamente lavrava sob meus traços cômicos,
e uma a uma, disjecta membra, deixava ainda palpitantes
e condenadas, no solo ardente, porções de minh'alma
nunca antes nem nunca mais aferida em sua nobreza sem fruto
Mas os primitivos imploraram à relíquia saúde e chuva,
colheita, fim do inimigo, não sei que portentos.
Eu nada te peço a ti, tarde de maio,
senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível,
sinal de derrota que se vai consumindo a ponto de
converter-se em sinal de beleza no rosto de alguém
que, precisamente, volve o rosto, e passa...
Outono é a estação em que ocorrem tais crises,
e em maio, tantas vezes, morremos.
Para renascer, eu sei, numa fictícia primavera,
já então espectrais sob o aveludado da casca,
trazendo na sombra a aderência das resinas fúnebres
com que nos ungiram, e nas vestes a poeira do carro
fúnebre, tarde de maio, em que desaparecemos,
sem que ninguém, o amor inclusive, pusesse reparo.
E os que vissem não saberiam dizer: se era um préstito
lutuoso, arrastado, poeirento, ou um desfile carnavalesco.
Nem houve testemunha.
Não há nunca testemunhas. Há desatentos. Curiosos, muitos.
Quem reconhece o drama, quando se precipita, sem máscara?
Se morro de amor, todos o ignoram
e negam. O próprio amor se esconde, ao jeito dos bichos caçados;
não está certo de ser amor, há tento lavou a memória
das impurezas de barro e folha em que repousava. E resta,
perdida no ar, por que melhor se conserve,
uma particular tristeza, a imprimir seu selo nas nuvens.
(Carlos Drummond de Andrade, Claro Enigma)
Escrito por Ailton Nunes às domingo, outubro 04, 2009 2 comentários
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A Montanha Mágica é com Estou Agora
sábado, 3 de outubro de 2009
Muitas musicas me fazer me sentir melhor e mostra perfeitamente como estou me sentindo agora. Porém nessa ocasião, existe uma que está nas paradas da minha cabeça. A letra é impar.
A montanha mágica
(Letra: Renato RussoMúsica: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá)
Sou meu próprio líder: ando em círculos
Me equilibro entre dias e noites
Minha vida toda espera algo de mim
Meio sorriso, meia-lua, toda tarde.
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal.
Ficou logo o que tinha ido embora.
Estou só um pouco cansado
Não sei se isto termina logo
Meu joelho dói
E não há nada a fazer agora.
Para que servem os anjos?
A felicidade mora aqui comigo
Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida
Sei o que ele sonha, pensa e sente
Não é coincidência a minha indiferença
Sou uma cópia do que faço
O que temos é o que nos resta
E estamos querendo demais
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
És o que tenho de suave
E me fazes tão mal.
Existe um descontrole, que corrompe e cresce
Pode até ser, mas estou pronto pra mais uma
O que é que desvirtua e ensina?
O que fizemos de nossas próprias vidas?
O mecanismo da amizade,
A matemática dos amantes
Agora só artesanato
O resto são escombros.
Mas é claro que não vamos lhe fazer mal
Nem é por isso que estamos aqui
Cada criança com seu próprio canivete
Cada líder com seu próprio 38
Minha papoula da Índia
Minha flor da Tailândia
Chega - vou mudar a minha vida
Deixa o copo encher até a borda
Que eu quero um dia de sol num copo d'água.
Peguei do site: MPBNet
Escrito por Ailton Nunes às sábado, outubro 03, 2009 2 comentários
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