Nessa Hora

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Há nessas horas pensamentos que não param

Que ficam importunando essas horas que me acalmo
De como lhe desejo e como lhe quero
É a mulher, é a menina é a amiga
Minha companheira, minha amante, minha bailarina
Deixa meu jeito distraído que não faz sentido
Deixa minha vida atribulada e as vezes sem destino
É minha e só minha menininha
Com seus gatinhos e bichinhos todos rosinhas
Peno, por que penso muito e peno por que não sou seguro
Peno pelo meu jeito imutável e sem entender
Todas as coisas que fala e como fico a me debater
A voz que vem e que vai, que as vezes cala 
Sem testemunhar os alvores de minha pessoa
Sou digno desse sentimento, sou o efémero da tristeza
Sou calado, sou assim como vê
Como falo sentindo e sentindo as vezes não vejo
Só sua paciência pode ditar o entendimento
Só sua luz materna e compreensível pode entender
Como sou de verdade
Como sou louco por você

Não sou eu ainda

sexta-feira, 8 de abril de 2011

É o calor opressivo do dia,
É o frio implacável da noite
Que convido para o início de minha libertação.
Renovação, redenção, aclamação de um novo ser que posso me tornar.
Não são essas palavras que vão mudar algo.
Serão minhas atitudes que me levarão a outro eu,
Uma versão que não deve ser igual a esta.
Tenho vergonha de mim, pois quero fazer a coisa certa,
E muitas delas não consigo fazer por preguiça,
Por medo, por orgulho, por sei lá mais o quê.
Não é a tristeza que me incomoda, pois não estou triste.
Estou sem saber o que fazer, o que sentir, sem o lampejo do desafio,
Como uma ostra fechada, um jabuti que está de cabeça para baixo.
Ou será outra coisa?
Pode ser... Pode ser que eu não esteja satisfeito, ou pelo menos eu acho.
Pode ser que este caminho até aqui seja o salto para outra trilha que não percebo.
E me incomoda não ver essa trilha, com uma ansiedade que dói no estômago.
Vou me lançar na vida e aguardar...
Aguardar até não mais suportar.

De parte do que sou

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

É essa luz que agora vejo que me faz ser novo,
E de novo sou o sentimento, sou a dúvida e a certeza.
Sou como o vulcão às vezes, mas na maior parte sou a árvore,
Paciente com o tempo e inerte aos acontecimentos que estão além da minha copa.
Quero que brote o meu amor, que reviva o sentimento de completude.
Quero ter a alegria de ver a majestade de sua presença
E, todos os dias, dizer que te amo.
Sempre falo dos sentimentos, mas o que dizer quando não se sente nada?
Não sou passivo, sou aquele que compreende. Sei aceitar os defeitos alheios.
Em meus instantes sozinho, me encho de dúvidas,
Dúvidas que sempre me colocam em xeque com a vida.
São dúvidas filosóficas sobre como posso ser melhor,
E cada vez melhor para aqueles que amo.
E para quem irei amar um dia, incondicionalmente.
Não sou simples, mas também não sou complexo.
E quero ser compreendido, pelo menos tento ser.
Não sou vítima, sou apenas aquele que gosta das palavras benditas.
Pode me ofender, se quiser, mas escolha palavras gentis.
Mas, apesar de tudo, sigo gostando muito e amando cada vez mais.