Só parar

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A todo instante, preciso parar,
Um pouco apenas, para respirar.
Parar de pensar, de sentir, de agir,
E simplesmente me permitir.

Parar de sentir, por um breve instante,
Deixar o riso seguir adiante.
Parar o trabalho, soltar a mão,
Para que não digam que sou capachão.

Paro às vezes só para olhar,
Ou quem sabe para me sentar.
E nessa pausa, sem me apressar,
Algo em mim começa a mudar.

Lembrança e Ausência

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mesmo agora, com o tempo passado, me lembro.
Lembro de quem sou e que nada serei sem essa ao meu lado.
Meu lado agora vazio, inerte ao sentimento,
Imóvel às colisões de partículas no vento.

Lado esse que contempla e devota,
Tão sublime, ornado de louros e glória,
Cheia de luz, de graça e memória,
Pelas virtudes que a tornam tão nota.

Cada dia é mais necessária,
Dando sentido ao que já vacila,
Equilibrando o que se desfaz.

Mas no silêncio que se propaga,
Só resta a sombra que me habita,
E a ausência que ecoa em paz.