A todo instante, preciso parar,
Um pouco apenas, para respirar.
Parar de pensar, de sentir, de agir,
E simplesmente me permitir.
Parar de sentir, por um breve instante,
Deixar o riso seguir adiante.
Parar o trabalho, soltar a mão,
Para que não digam que sou capachão.
Paro às vezes só para olhar,
Ou quem sabe para me sentar.
E nessa pausa, sem me apressar,
Algo em mim começa a mudar.
