Soneto #2

quinta-feira, 4 de março de 2010

É estranho pensar que quase tudo passa
Como o tempo, que passa sem ninguém dar importância
Os instantes passados que agora pouco me afaga
Todo o pensamento que outrora era só sobre você.

Ainda penso, mas de forma saudosa e carinhosa
Mas, como passa a dor do pesar, do cair em desespero...
E a renovação do sentimento que agora está comedido.
Limpando as paredes da casa vazia para ser habitada novamente.

Coloco-me para frente e vejo o imediato
Não quero estar mordido e sentido
Quero estar sozinho, quero o meu vazio.

Para no vazio que está, crescer.
E desse sentimento sorver o imaculado de mim.
E entender o que ainda está por vir.

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