Lembrança e Ausência

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mesmo agora, com o tempo passado, me lembro.
Lembro de quem sou e que nada serei sem essa ao meu lado.
Meu lado agora vazio, inerte ao sentimento,
Imóvel às colisões de partículas no vento.

Lado esse que contempla e devota,
Tão sublime, ornado de louros e glória,
Cheia de luz, de graça e memória,
Pelas virtudes que a tornam tão nota.

Cada dia é mais necessária,
Dando sentido ao que já vacila,
Equilibrando o que se desfaz.

Mas no silêncio que se propaga,
Só resta a sombra que me habita,
E a ausência que ecoa em paz.

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