Com fé construo e também desfaço,
Pois tudo nasce onde a crença enxerga.
Na noite fria, sob o céu esmaço,
Minha esperança à luz da vela enverga.
Se ao dia luto e enfrento o cansaço,
Vejo um amigo, cuja voz me enerva.
Ri dos problemas, segue o seu compasso,
Enquanto a vida a dor em mim reserva.
Mas quando a solidão vem me cercar,
Minha alma voa e, leve, se desprende,
E à fé renasce, pronta a me guiar.
É nela que meu peito se estende,
No dissabor que insiste em me tomar,
Só minha fé me salva e me defende.

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