Não sou eu ainda

sexta-feira, 8 de abril de 2011

É o calor opressivo do dia,
É o frio implacável da noite
Que convido para o início de minha libertação.
Renovação, redenção, aclamação de um novo ser que posso me tornar.
Não são essas palavras que vão mudar algo.
Serão minhas atitudes que me levarão a outro eu,
Uma versão que não deve ser igual a esta.
Tenho vergonha de mim, pois quero fazer a coisa certa,
E muitas delas não consigo fazer por preguiça,
Por medo, por orgulho, por sei lá mais o quê.
Não é a tristeza que me incomoda, pois não estou triste.
Estou sem saber o que fazer, o que sentir, sem o lampejo do desafio,
Como uma ostra fechada, um jabuti que está de cabeça para baixo.
Ou será outra coisa?
Pode ser... Pode ser que eu não esteja satisfeito, ou pelo menos eu acho.
Pode ser que este caminho até aqui seja o salto para outra trilha que não percebo.
E me incomoda não ver essa trilha, com uma ansiedade que dói no estômago.
Vou me lançar na vida e aguardar...
Aguardar até não mais suportar.

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